(...) Num belo dia, mal acabei de jantar, corri para o quarto e,
como sempre, coloquei o bloco de notas ao lado do computador. Com um sorriso na
cara, desejosa por começar a minha sessão de escrita, carreguei no botão “ON” do
computador, aquele botão que nós carregamos para o computador entrar em acção,
como quem diz, ligar. Ou pelo menos, é isso que é suposto acontecer, mas o
computador naquele dia não estava a dar sinal de vida. Estava tudo no sitio, cabos ligados, monitor ligado, TUDO ligado menos o maldito computador! Tentei ligar mais uma vez e nada, outra
vez e nada, parti para a violência e… nada! Era oficial: o computador tinha
morrido! Ele já estava um bocado velho mas eu sempre pensei que iria
aguentar-se até eu terminar o livro, mas não, o computador entrou em coma
profundo e eu fiquei a ver navios, quer dizer, na verdade, nem vi navios, nem
jardim, nem rapaz, nem rapariga, o livro simplesmente foi-se! Como deves
calcular, na altura chorei baba e ranho! Afinal de contas aquela seria a minha primeira
obra, o meu primeiro romance!
Resumindo a história: o mundo para mim tinha acabado naquele
instante! Fiquei sem computador, sem romance e sem inspiração.
Apesar de tudo, eu mantive sempre a vontade de escrever algo
sobre o amor. Nada de romances ou poemas lamechas. Eu queria escrever algo cómico
e real. Eu queria escrever sobre coisas que acontecem na vida de todas nós. (...)
Assim nasceu,
em Fevereiro de 2010, o “Maravilhosamente Perfeitas!”, uma espécie de livro que fala do amor, das mulheres e do que elas falam
quando falam do amor.
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