quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
SORTEIO DE NATAL Revista Women's Wonderland
A Revista Women’s Wonderland juntamente com as suas colaboradoras organizaram um grande cabaz de Natal para lhe oferecer.
http://cronicasdasu.blogspot.pt/2013/11/sorteio-de-natal-revista-womens.html
http://cronicasdasu.blogspot.pt/2013/11/sorteio-de-natal-revista-womens.html
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
A minha vida dava um filme - II
Terminada a época de exames
e depois de mais uma semana enclausurada em casa a estudar, a Margarida decidiu
sair com as colegas da faculdade. Produziu-se como há muito não fazia, estava
determinada a divertir-se e a beber uns copos para compensar a vida dura que
tinha tido nos últimos dias.
Assim que entrou na
discoteca, segredou ao ouvido da Joana, companheira de grandes noitadas: “minha
amiga eu hoje quero esquecer os exames e digo-te já que estou em modo BEIJAR,
BEIJAR, BEIJAR! Vê lá se encontras um borracho daqueles jeitosos!” A Joana
soltou uma gargalhada e disse-lhe “eu acho que até já sei quem é que te vai
acompanhar o resto na noite. Olha só para o borrachinho que está no bar a olhar
para ti.” Em segundos, os olhos da Margarida percorreram o bar e esbateram com
o olhar atento e cúmplice do Guilherme. A Margarida sorriu e foi ao seu encontro.
–
Olá Guilherme! Não estava nada à espera de te ver por cá. Eu sei que fiquei de
ligar-te depois da conferência para tomarmos um café mas os exames acabaram
comigo. Fiquei sem tempo para nada.
–
Como eu te compreendo! Também estive ocupado a estudar mas confesso que pensei
que não me irias ligar.
–
O que importa é que o acaso juntou-nos na mesma discoteca, não é? Estás
sozinho?
–
Não, vim com o meu amigo Afonso. Ele estava há pouco por aqui mas depois viu
uma amiga e foi lá ter com ela. Pela demora devem estar a pôr a conversa em
dia, se é que me entendes.
–
Pois, estou a ver. – disse-lhe piscando-lhe o olho. – eu não queria deixar-te
aqui sozinho mas tenho que ir beber um copo com as minhas amigas porque hoje
temos muito que comemorar! Mas daqui a pouco estou de volta, ok?
–
Ok, eu vou ficar por aqui à tua espera. Não fiques muito tempo longe de mim
miúda, ta? – disse-lhe apertando carinhosamente a mão.
A Margarida juntou-se às amigas e levantando o copo bem alto gritou “à
nossa!”. O Guilherme não tirava os olhos dela bebendo um copo atrás do outro.
Passado algum tempo ganhou coragem e juntou-se à Margarida na concorrida pista
de dança. Dançaram até os copos ficarem vazios e riram, riram muito. Ora
abraçavam-se ora trocavam olhares que prometia outra e outra dança. Os pés
começaram a dar sinal de fraqueza e a Margarida decidiu descalçar os seus
enormes saltos enquanto o Guilherme tratava de ir buscar mais um copo.
– A minha mãe sempre me disse para não aceitar
nada de estranhos, sabes? – disse a Margarida sorrindo.
– E fazes muito bem em não aceitar nada de
estranhos. Muito menos um copo. – fez uma pausa e aproximou-se dela – Mas e um
beijo, aceitas?
O coração parecia saltar-lhe da boca. Olhou para
ele sem hesitar e disse-lhe:
– Aceito, mas com uma condição. Prometes que
amanhã tomamos um café e voltas a beijar-me?
– Está prometido! É que nem tenho de pensar duas
vezes. – disse piscando-lhe o olho. – vem cá miúda. – passando a mão pelo rosto
da Margarida, o Guilherme sorriu e inclinou-se para beijá-la.
Passado algum tempo
despediram-se e combinaram encontrar-se num café perto da faculdade no dia
seguinte. Dos cafés depressa passaram ao cinema e aos jantares nas melhores
pizzarias da cidade. Ao fim de algumas semanas o Guilherme decidiu passar à
fase seguinte, convidando a Margarida para jantar em sua casa.
O futuro médico vivia
num T1 super arrumadinho (até demais para um simples mortal do sexo masculino). Ao lado do
pequeno sofá vermelho estava uma guitarra e uma série de estatuetas em
pau-preto que tinham sido oferecidas pelo amigo Afonso, aquando da sua viagem à
Guiné.
Era sexta-feira, chovia
intensamente e a casa do Guilherme, aos olhos da Margarida, era o abrigo perfeito.
Em poucos minutos a massa do Guilherme ficou pronta, o vinho caia nos copos ao
som da voz maravilhosa de Diana Krall.
–
Obrigada pelo jantar Gui, estou a adorar estar contigo. – os olhos da Margarida
brilhavam. Ela estava a apaixonar-se e já tinha dado conta que o Guilherme
sentia o mesmo.
–
Eu também. É muito bom estar contigo miúda, fazes-me tão bem. – disse-lhe
enquanto lhe servia mais um copo de vinho.
Terminado o jantar,
sentaram-se no sofá para provar um delicioso bolo de limão feito pela mãe do
Guilherme. A cada garfada a Margarida procurava imaginar como seria o desfecho
daquela noite. Por debaixo do seu vestido cinzento estava bem guardado um
conjunto de lingerie preto lindo de morrer, ansioso por ser despido.
Terminada a sobremesa,
serviram-se mais uma vez do vinho e permaneceram sentados no sofá com os dedos
das mãos entrelaçados. Conversaram sobre o dia em se tinha conhecido
confessando aquilo que mais tinham gostado um no outro. Mas a conversa durou
pouco tempo. Da sala depressa passaram para o quarto, deixando pelo caminho
algumas peças de roupa e um ou dois sapatos.
O quarto do Guilherme
era simples mas muito bonito. Na parede branca atrás da cama lia-se “Let’s make
a night to remember”, nas restantes paredes perdia-se a conta aos inúmeros
vinis dos anos 80 que lá estavam pendurados e ao lado da cama havia um monte de
revistas que suportava uma relíquia de família, a guitarra clássica do seu avô.
O jantar prometia a
sobremesa que a Margarida tanto esperava, os longos beijos e as promessas de
amor eterno segredadas ao ouvido faziam prever uma noite realmente perfeita. Mas
não nos podemos esquecer que esta minha amiga é do tipo de mulheres que tem
MUITO azar no amor, logo esta história não poderia ter um final feliz e a noite
que tinha tudo para ser inesquecível, acabou por revelar-se uma enorme
desilusão.
–
Desculpa Margarida, desculpa. Eu não sei o que se passa comigo hoje…Descupa-me,
isto não é normal. – o Guilherme apressou-se a vestir os boxers e a acender a
luz do candeeiro.
Já
estás a perceber o que se passou, certo? Pois, aparentemente o Guilherme sofre
do mesmo mal que o João.
–
Não te preocupes – respondeu a Margarida – pode ser do vinho, nós já bebemos
bem mais que uma garrafa, portanto…
–
Pois deve ter sido isso… isto nunca me tinha acontecido, juro-te. – o Guilherme
tentava olhar para a Margarida enquanto ela se vestida mas estava para lá de
envergonhado.
Ficaram ainda mais alguns
minutos na cama a olhar para o tecto, em silêncio. Não havia nada que ele
pudesse dizer que a fizesse esquecer o que se tinha passado, ela estava
completamente perdida nos seus pensamentos ao lembrar-se do que tinha
acontecido com o João. “Será que eu intimido mesmo os homens? Mas como?” –
pensou ela.
Assim que saíram da
cama, a Margarida despediu-se, agradeceu o jantar e foi para casa. Ela estava mesmo
muito desanimada e desta vez não esperava que a situação mudasse e que o
Guilherme quisesse voltar a vê-la. Para ela, o romance que mal tinha começado
já tinha um fim à vista.
Contra todas as suas expectativas, o convite
para jantar repetiu-se. O segundo jantar tinha que ser bem melhor que o
primeiro, por isso, para além de ter vestido um belo conjunto de lingerie, a
Margarida preparou também uma mousse de chocolate branco e frutos vermelhos de comer
e chorar por mais.
Assim que terminou de
se arranjar, olhou para o espelho vezes sem conta para certificar-se de que
estava mais do que perfeita. Retocou o batom, perfumou-se dos pés à cabeça e
saiu de casa. Pelo caminho, ligou o rádio e procurou distrair a ansiedade que
lhe corria no corpo com o melhor do rock’n’roll dos anos 80.
O Guilherme estava à
sua espera à entrada de casa. Recebeu-a com uma rosa, um abraço apertado e um
beijo ternurento. Mal abriu a porta de casa, levou-a diretamente para o
quarto. A tão saborosa sobremesa ficou esquecida no hall de entrada e nem houve
tempo para o prato principal. Provavelmente, o Guilherme quis despachar o
assunto que deixou pendente no primeiro jantar e entrar logo em ação logo. A Margarida, que entretanto já tinha esquecido a
ansiedade, só conseguia sorrir e deixar-se levar pelo Guilherme.
O segundo encontro
começou de uma forma mágica mas...
E a história continua..
Até breve :)
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A minha vida dava um filme! - I
Existem três tipos de mulheres: as que têm sorte no amor, as que têm azar
no amor e as que têm MUITO azar no amor. As mulheres que têm MUITO azar no amor
obviamente que não têm as histórias mais felizes para contar mas não é por isso
que nos deixam de fazer rir à gargalhada. Por isso, vou partilhar com o mundo
alguns dos episódios mais infelizes da vida amorosa da Margarida. Ela encaixa
perfeitamente no perfil das mulheres que têm MUITO azar do amor, é tanto azar
junto que até dá pena.
(...) Contavam já com 16
semanas, 3 dias e 2 horas de namoro. Tudo corria muito bem, a Margarida estava
mais feliz do que nunca, o João parecia estar perdidamente apaixonado pela
miúda das pernas intermináveis e eu adorava dizer que eles foram felizes para
sempre mas infelizmente não o posso dizer. Tudo corria bem à excepção de um
pequeno (GRANDE) pormenor. Desde que tinham começado a namorar que a Margarida
achava que o João ficava demasiado tenso quando estavam na cama. Não tinham
sido muitos os sentir-se momentos a dois mas sempre que tentavam algo mais o
João mostrava-se muito pouco à vontade. O tempo foi passando e a Margarida
estava tão feliz que acabou por não dar muita importância ao que se passava na
cama e mentalizou-se que eventualmente a coisa iria melhorar. Por isso, a
Margarida comprou 3 conjuntos de lingerie para usar e abusar nos 4 dias que
iriam passar no Porto Santo. Ela usou lingerie preta e nada, usou seda e nada,
usou rendas e nada. Usou tudo o que uma mulher poderia usar numa situação como
aquela e, mesmo assim, o João continuava a não conseguir “hastear a bandeira”.
Depois de várias
tentativas falhadas, o João e a Margarida prometeram não pensar mais no assunto
e deixar as coisas acontecerem naturalmente, sem pressões. A Margarida fingia
que a sua relação com o João permanecia igual, dizia-lhe que gostava muito dele
apesar do que se tinha passado mas, no fundo estava a começar a ficar preocupada.
O João nem queria falar sobre o assunto, nem sobre esse, nem sobre mais nenhum.
Permaneceu calado a viagem toda e limitava-se a olhar para o horizonte, à
medida que o barco se afastava da ilha que os viu a passear na areia, a jantar
à beira-mar e que o viu a passar vergonha na cama com a namorada.
Assim que chegaram à Madeira, o João segredou
ao ouvido da Margarida que gostava muito dela, deu-lhe um beijo, um abraço,
longo e apertado e entrou no carro do pai. A Margarida sentia que o namorado
estava triste e distante. Tentou ligar-lhe algumas horas depois mas o telemóvel
estava desligado, ela só queria ter a certeza de que estava tudo bem e
dizer-lhe que o adorava. No dia seguinte voltou a ligar-lhe mas ele continuava
a não atender, enviou-lhe mensagens pedindo desculpa, sem saber ao certo porque
se desculpava, e o João teimava a não dar sinal de vida. Seguiram-se vários
dias, semanas, meses e nada mudou.
Passado algum tempo, a
Margarida acabou por contar tudo à mãe. Aliás ela contava sempre tudo à mãe,
sem nenhum pudor. A mãe até ficou a saber do pequeno (GRANDE) problema do João.
Coitada da senhora, ficou tão envergonhada nesse dia. É que o problema não foi
o facto de a Margarida ter contado este episódio menos feliz à mãe, o problema
foi o dia e a hora em que ela decidiu fazê-lo. Foi no aniversário da irmã mais
velha, quando toda a gente estava sentada à mesa a jantar. E a Margarida não se
ficou por aqui, ela também contou à mãe o que o João lhe disse meses depois de
ter deixado de falar com ela, quando por mero acaso se cruzaram numa rua perto
da faculdade!
Foi mais ou menos assim:
o João estava a passar em frente a um café quando a Margarida o viu. Ela nem hesitou,
chamou por ele e esperou que ele lhe dissesse alguma coisa. Ele paralisou no
meio da rua. A Margarida foi ao seu encontro e o rapaz desatou logo a dizer:
–
Desculpa Margarida, desculpa por tudo. Tens cinco minutos? – a sua voz tremia e
nem conseguia olhá-la nos olhos.
Se eu fosse a Margarida
tinha-lhe dado com os cinco minutos nas trombas, ali, sem medo!
–
Olá João, não sei se tenho alguma coisa para te dizer mas estou disposta a
ouvir-te. Estou curiosa para ouvir as tuas desculpas esfarrapadas – virando-se
para a colega que estava com ela – vai andando para a biblioteca que eu já vou
ter contigo. Até já. – Ficaram no meio da rua parados a olhar um para o outro.
A Margarida já nem sabia o que fazia com as mãos com tanto nervosismo. – Esquece
João! Eu não consigo fazer isto, não consigo! Não consigo fingir que não te
odeio, é melhor não falarmos ok? Adeus. – a Margarida passou de enfurecida a
triste. Mas antes que tivesse tempo de se afastar o João respondeu-lhe dizendo:
– Margarida a verdade é que eu não estava
preparado para assumir uma relação…
O quê? “não estava
preparado para assumir uma relação?” Mas de onde é que isto veio? Então ele
disse que gostava dela, que não sabia viver sem ela, que estava perdidamente,
estupidamente, incondicionalmente apaixonado por ela e agora diz-lhe isto?? E então
não tinha sido melhor dizer-lhe isto há mais tempo do que fazer a miúda
sofrer?? Coitada, ficou a pensar que a culpa era dela, que era feia e tinha os
dentes tortos. Afinal, o problema era do João, ou melhor, que ele tinha um
problema nós já sabíamos mas eu cá sempre pensei que o problema fosse apenas numa
cabeça, afinal é na duas!
–
Tu és uma mulher decidida, que sabe o que quer, és linda e super inteligente…
tu nunca serias feliz comigo, Margarida. – continuou o João – Eu entrei em
pânico quando não consegui estar contigo no Porto Santo como nós tínhamos
idealizado, eu não sei o que se passou mas simplesmente não me sentia à vontade
contigo, é como se me sentisse um pouco intimidado por ti... Tu intimidavas-me,
era isso.. eu não sei. Eu senti que não te merecia Margarida. Eu sei que fiz
mal, que não devia ter-me afastado de ti, mas eu não sabia como havia de
dizer-te tudo isto…Desculpa.
A Margarida nem queria acreditar no que tinha acabado de ouvir e
permaneceu em silêncio, procurando processar cada palavra, contrariando a
vontade que lhe crescia nas mãos para não lhe marcar a cara com uma valente
chapada. Ele ainda perguntou se podiam ficar amigos, mas ela nem lhe respondeu.
Na cabeça da Margarida ecoavam apenas as palavras do João “tu intimidavas-me…”.
Apesar do drama, esta história tem um lado positivo: a Margarida ficou não com um, nem
dois mas com quatro conjuntos de lingerie para usar e abusar. Como vês
a coisa podia ter sido bem pior!
Depois da novela com o
João, seguiu-se um novo romance. O sortudo chama-se Guilherme, tem 25 anos, é lisboeta
e promete ser o médico mais charmoso de sempre. A Margarida conheceu-o através
de uma amiga da faculdade, numa conferência sobre Alimentação Saudável. Por
esta altura a Margarida andava muito atarefada a estudar para os exames e
estava sem tempo para romances.Mas..
Não percas o resto da história! Até breve! :)
Local:
Funchal, Portugal
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